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Mostrando postagens de junho, 2022

As Copas que eu vi- Estados Unidos 1994

Chegou o dia de escrever sobre a Copa de 1994, a Copa do tetracampeonato mundial da seleção brasileira. Já com 21 anos, eu tinha muita esperança no título mundial. Muito mais do que na Copa de 90. Essa confiança se devia principalmente a dois atacantes incríveis: Bebeto e Romário. Continuava com problemas no joelho. Novamente desloquei a rótula do joelho, desta vez na comemoração de uma vitória da seleção brasileira. Preparação  Após o fraco desempenho da Seleção Brasileira na Copa de 1990, a CBF resolveu mudar tudo. A Copa de 1990 e o mau futebol da seleção brasileira ficaram, injustamente, conhecidos como a Era Dunga. Mas o personagem principal daqueles tempos obscuros, daria a volta por cima na Copa dos Estados Unidos. O escolhido para assumir o comando da seleção brasileira foi o ex jogador Falcão. Ídolo do Internacional e da Roma, o Rei de Roma nunca tinha sido treinador. A ideia era fazer uma reformulação total na seleção e isso ficou a cargo do ex jogador. O capitão e princi...

As Copas que eu vi- Itália 1990

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 Chegou o dia de falar sobre a Copa da Itália de 1990. Já com 17 anos, eu tinha alguma esperança no título, muito mais pelo talento dos atacantes Bebeto, Careca e Romário do que pela qualidade do nosso escrete. A brilhante geração de Falcão, Sócrates e Zico tinha chegado ao fim e Aldair, Ricardo Gomes e Dunga não me passavam a mesma confiança. Aquela Copa me mostrou algo que mais tarde fui entender: tinha deslocado a rótula do joelho e tinha dificuldades de assistir aos jogos na rua. Anos depois descobri que em Copas do Mundo, prefiro torcer sozinho, ou em grupos pequenos.  Foco e torcida total na partida. Nada de churrascos e ambientes com muita gente, me tiram o foco e o que eu gosto é de torcer pela seleção brasileira e exercer a minha pachequice. Gosto de sofrer junto com os jogadores. PREPARAÇÃO  Após a Copa do México em 1986, a CBF escolheu o treinador Carlos Alberto Silva, que tinha sido campeão brasileiro pelo Guarani em 1978 e vinha de bons trabalhos no São Paulo...

As Copas que eu vi- México 1986

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Copa do México A Copa de Maradona  Em 1986, a Copa do Mundo foi disputada no México, mesma sede da Copa do Tri em 1970. Era para ser na Colômbia, mas o país sul americano não tinha condições de organizar uma Copa do Mundo e desistiu em 1983. Agora com 13 anos, eu continuava apaixonado por futebol e principalmente pelo Zico, que tinha passado dois anos atuando na Itália, mas tinha voltado para o Flamengo no ano anterior. Eu e minha irmã Sofia tínhamos comprado bandeiras, camisas e tudo referente a Copa que estava próxima. Além disso, ela tinha me dado um almanaque sobre a Copa do Mundo, feito pela Disney. Era muito bem feito e contava a história das Copas, das seleções, quem eram as favoritas ao título e explicava quais eram os mais tradicionais times brasileiros. Aquele livro inocente para crianças, me ajudou muito nos meus conhecimentos sobre futebol. Preparação  Diferente de 1982, a Copa de 1986 teve uma preparação complicada. A seleção brasileira foi treinada por Carlos Alb...

As Copas que eu vi- Espanha 1982

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Hoje começo uma nova série aqui no blog. As Copas que eu vi. Em 1978 na Argentina, só tinha 5 anos e não me lembro daquela Copa.  Essa Copa da Espanha explica um pouco da minha paixão por futebol, pela Seleção Brasileira e por Copas do Mundo. Expectativa: A expectativa de um garoto de 9 anos, que já gostava de futebol era a melhor possível.  Ainda mais eu, um botafoguense sadio atualmente, mas que era uma criança flamenguista doente. E o Flamengo vivia grande momento naquela época: bicampeão brasileiro, campeão carioca, da Libertadores e Mundial. E a seleção brasileira tinha três craques daquele time como titulares absolutos: os laterais Leandro e Júnior e o maior de todos (para mim), o grande e genial Zico. Claro que, para aquele menino flamenguista, a presença de Raul, Andrade, Tita e Nunes era mais do que justa. Uma pena que Tele Santana não pensava assim. Além dessa expectativa, no Rio Comprido, zona norte do Rio de Janeiro, onde eu morava, ainda pintavamos a rua. Era algo...