Primeira fase da Copa do Mundo 2022
Ontem terminou a primeira fase da 22° Copa do Mundo do Qatar.
Foram 120 gols em 48 partidas, uma média de 2,5 gols por partida.
Vários resultados surpreendentes, como vitórias da Arábia Saudita sobre a Argentina, o Japão sobre a Alemanha e a Espanha, do Marrocos sobre a Bélgica e da ex colônia francesa Tunísia sobre o seu antigo colonizador.
Não foram jogos de um nível muito bom, mas teve algumas questões táticas interessantes.
- As seleções de melhor nível técnico, como o Brasil, a Espanha, a França e Portugal, procuraram propor o jogo e fizeram marcação alta e pressão em alguns momentos (a seleção brasileira no segundo tempo contra a Sérvia, a Espanha na goleada sobre a Costa Rica e Portugal no primeiro tempo da vitória sobre o Uruguai).
-Jogo posicional- Várias seleções adotaram esse tipo de estratégia, aproximando os blocos (defesa, meio campo e ataque), para chegar ao campo de ataque com mais qualidade, buscando abrir espaços na defesa adversária;
-Saída de três- Outra tendência nesta primeira fase. Os dois zagueiros abrem para as laterais e o volante recua para dar opção de passe. Esse tipo de jogada, auxilia no avanço dos laterais e pode dar profundidade ao time.
Seleção Brasileira
A Seleção Brasileira derrotou a Sérvia por 2x0 e a Suíça por 1x0 nas duas primeiras rodadas.
Na estreia, depois de um primeiro tempo nervoso, pressionou a Seleção da Sérvia no segundo tempo e conseguiu marcar dois gols com Richarlison. Ainda com Neymar, que teve atuação razoável, mas saiu contundido, contou com o oportunismo de Richarlison e o talento de Vinícius Júnior para superar os sérvios.
Contra a Suíça, o time sentiu falta de Neymar, a sua referência técnica. Além dele, Danilo também não jogou, contindido. Abseleção não se encontrou no primeiro tempo, criando poucas chances. Também não tomou sustos, graças a ótima atuação de Marquinhos, Thiago Silva e Casemiro, o destaque da partida. No segundo tempo, com a entrada de Bruno Guimarães e Rodrygo, o time melhorou e chegou ao gol da vitória após uma jogada entre Vinícius Júnior e Rodrygo, que deixou Casemiro em condições de finalizar.
Ontem contra Camarões, o treinador Tite escalou uma seleção totalmente reserva. Não funcionou, o time estava totalmente desentrosado. Contou com boa atuação de Gabriel Martinelli, que levou perigo ao goleiro Ebassy. Na segunda etapa, o time até criou mais com a entrada de Raphinha no lugar Antony e Pedro no lugar de Gabriel Jesus, mas não conseguiu marcar. Acabou levando um gol do atacante Aboubakar no fim da partida.
Tite montou a seleção com uma defesa segura e um meio campo que impusesse o ritmo, propondo o jogo e que levasse vantagem com o talento dos pontas Raphinha e Vinícius Júnior no 1x1. Ocorre que os pontas nem sempre vão levar vantagem e precisam de jogadores próximos, o que nem sempre tem ocorrido.
Dois exemplos disso: no primeiro gol contra a Sérvia, Neymar fez a jogada e Vinícius Júnior, ao perceber que o camisa 10 tinha adiantado a bola e corria o risco de perdê-la, chutou para a defesa do goleiro sérvio e Richarlison completar para o gol. Neymar aproximou-se de Vini e a jogada saiu.
Já contra a Suíça, Vinícius Júnior recebeu a bola sozinho, fez a jogada individual e marcou para o Brasil (o gol foi anulado por impedimento de Richarlison). Foi a única jogada em que Vinícius Júnior pegou a bola sem marcação.
A volta de Neymar é importante para ajudar na aproximação aos pontas. Além disso, sem ele o time adversário marca os pontas com 2 ou 3 jogadores. Com Neymar, essa marcação dupla fica com o camisa 10, que tem mais liberdade para flutuar mais pelo ataque e, consegue fugir dela.
A seleção teve vários problemas de lesão. Danilo e Neymar só atuaram na estreia, Alex Sandro foi substituído contra a Suíça por um problema no quadril e ontem Alex Telles e Gabriel Jesus saíram com dores no joelho e hoje tivemos a notícia de que os dois estão fora da Copa. Se Alex Sandro não puder atuar na segunda-feira contra a Coreia do Sul pelas oitavas de finais, Tite precisará improvisar alguém pela lateral esquerda, uma vez que Alex Telles era o seu único reserva.
Surpresa:
As surpresas desta primeira fase foram as seleções do Marrocos e do Japão, que terminaram na liderança dos grupos E e F. A seleção do Marrocos derrotou a Bélgica, considerada uma das melhores seleções da competição por 2x0 e a Costa Rica. Já o Japão derrotou a Alemanha e a Espanha de virada e conseguiu a liderança do grupo.
Decepções
Além de Alemanha e Bélgica, que eram seleções bem cotadas antes da competição, acabaram caindo na primeira fase. Outra decepção foi o país anfitrião, o Qatar, que terminou a primeira fase com três derrotas. Foi a segunda seleção anfitriã a cair na fase de grupos (a primeira foi a África do Sul em 2010.
Curiosidades
Pela primeira vez, seleções dos 5 continentes disputam as oitavas de finais. São oito da UEFA (Holanda, França, Polônia, Inglaterra, Croácia, Espanha, Portugal e Suíça), duas da África (Marrocos e Senegal), duas da CONMEBOL (Argentina e Brasil), duas da Ásia (Coreia do Sul e Japão), uma da CONCACAF (Estados Unidos) e uma da Oceania (Austrália, que atualmente disputa as Eliminatórias pela Ásia).
Seleção da primeira fase
Os artilheiros até aqui são Enner Valencia do Equador, que já foi eliminado, Gakpo da Holanda, M'Bappe da França, Morata da Espanha e Rashford da Inglaterra.
O melhor jogador da primeira fase talvez tenha sido o atacante M'Bappe da França, destaque nas duas primeiras rodadas e que melhorou o time ao entrar na derrota dos atuais campeões mundiais para a Tunísia. Outro destaque da campeã mundial é o meia atacante Griezzmann.
Vamos a seleção da primeira fase: no gol o goleiro polonês Szczezny, um dos grandes responsáveis pela classificação da Polônia para as oitavas com dois pênaltis defendidos e ótimas defesas nos 3 jogos; na zaga, Gvardiol da Croácia, o brasileiro Thiago Silva e o zagueiro Koulibally de Senegal; no meio, o volante Casemiro, destaque da seleção brasileira nas duas primeiras rodadas, o argentino Enzo Fernandes, um dos melhores na recuperação dos hermanos, Bruno Fernandes de Portugal, que marcou os dois gols e foi o jogador que mais fez desarmes na vitória sobre o Uruguai e Luka Modric que comandou a seleção croata para as oitavas de finais; no ataque, a estrela M'Bappe da França, Zyech do Marrocos, um dos responsáveis pela ótima campanha da seleção africana e Gakpo, atacante holandês que marcou gols nos três primeiros jogos da Holanda.
A ausência dos laterais nessa seleção se deve a uma tendência. Boa parte das seleções têm substituído os laterais pelos alas, que jogam na linha média do campo. A própria seleção brasileira, joga com Danilo e Alex Sandro de titulares, deixando Danilo junto ao Marquinhos e Thiago Silva e liberando Alex Sandro para apoiar o ataque. Laterais que chegavam na linha de fundo para cruzar, como Leandro, Jorginho, Cafu, Júnior e Roberto Carlos, são bem poucos. A grande maioria dos alas, faz "centros" da entrada da área. Os laterais de ofício, como os exemplos que citei, são poucos. Talvez o holandês Dumfries seja o único exemplo.
Os melhores até aqui foram o próprio Dumfries da Holanda e Hakimi do Marrocos pela direita e Jordi Alba da Espanha e Estupinan do Equador pela esquerda.
A partir de agora será tudo muito rápido. Dezesseis seleções se enfrentando em confronto direto, perdeu está eliminada. Não há mais espaço para erros.
Imagem Misturebas
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